13 de junho de 2019

Lição 11


O SACERDÓCIO DE CRISTO E O LEVÍTICO
Texto Áureo: Hb. 7.26 - Leitura Bíblica: Ex. 28.1; Lv. 8.22; Hb. 7.23-28; I Pe. 2.9

INTRODUÇÃO
O sacerdócio levítico fazia parte do sistema religioso de Israel no Antigo Testamento. E esse apontava para Cristo, Aquele que viria a ser o Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Na aula de hoje estudaremos esse sacerdócio, comparando o da Nova com o da Antiga Aliança, ressaltando que o sacerdócio de Cristo é superior, justamente por ser de outra ordem.

1. A ESCOLHA DOS SACERDOTES
A origem do sacerdócio em Israel remete aos tempos de Melquisedeque, rei de Salém (Hb. 7.1), posteriormente, a Arão que era da tribo de Levi (Ex. 29.30). Na Antiga Aliança, a função sacerdotal era restrita aos levitas. A escolha dos sacerdotes acontecia de maneira solene, considerando as instruções dados pelo Senhor a Moisés. Esses deveriam ser escolhidos entre os descendentes de Levi, que fizessem parte dessa tribo, os quais ficariam encarregados dos ofícios religiosos (Nm. 1.49,50). Eles eram consagrados ao Senhor, por isso deveriam se dedicar ao ofício, a fim de servirem a Deus e ao povo (Nm. 1.50; 3.12).

2. O SACERDÓCIO LEVÍTICO
Em Ex. 28, temos uma noção da atuação do sacerdócio na religião de Israel, começando pela própria vestimenta. Essa tinha características especiais, pois a glória era manifestada no próprio ornamento (Ex. 28.2). A túnica sacerdotal se chamava éfode, que era uma espécie de avental sem mangas, que cobria a frente e as costas, sendo unida por tiras em cada ombro, sendo atada pelo cinto (Ex. 28.6-8). Havia engastes de ouro com pedras de ônix, na parte frontal também se encontravam o Urim e o Tumim, que provavelmente eram pedras que serviam para lançar sortes, diante da tomada de decisões importantes (Nm. 26.55,56). Essas pedras somente eram usadas em ocasiões muito especiais (I Sm. 28.6), a fim de confirmar a revelação divina.

3. O SACERDÓCIO DE CRISTO
O sacerdócio de Cristo é de outra ordem, superior ao sacerdócio levítico. O autor da Epístola aos Hebreus ressalta que o sacerdócio levítico era imperfeito, enquanto que o de Cristo é perfeito, pois era da ordem de Melquisedeque (Hb. 7.11,12). Isso porque Jesus trouxe uma salvação perfeita, sendo Ele mesmo a oferta e ofertante (Hb. 7.25), dispensando o sacrifício de animais (Hb. 7.26). Ao se tornar Mediador de uma Nova Aliança, Jesus cumpriu todos os requisitos da Lei, expiando-nos definitivamente da culpa, por meio da justificação (Rm. 5.1)

CONCLUSÃO
O sacrifício de Jesus no calvário é a inauguração de um novo tempo, de modo que passamos a desfrutar de uma condição espiritual diferente, não mais dependente de rituais religiosos. O sacerdócio levítico ficou obsoleto, temos um Sacerdote perante o pai, que se identifica com nossas fraquezas, que sabe muito bem o que é padecer (Hb. 4.15).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

10 de junho de 2019

Lição 10


O SISTEMA DE SACRIFÍCIOS
Texto Áureo: Rm. 3.25 - Leitura Bíblica: Lv. 1.1—3; 2.1-3; 3.1,2

INTRODUÇÃO
Nessa lição, estudaremos a respeito do sistema de sacrifícios da religião judaica. Destacaremos, inicialmente, os tipos de ofertas: holocausto e as ofertas de manjares, bem como as ofertas pacíficas. Ao final, mostraremos que essas ofertas têm especial significado para os cristãos nos dias atuais, e fazem lembrar a importância de oferecermos nossos corpos, como sacrifício agradável a Deus, sendo esse nosso culto racional.

1. O HOLOCAUSTO
A palavra holocausto em hebraico é Olah e significa “ascender ou fazer subir”. Isso porque esse subia como “cheiro suave” às narinas de Deus. Essa oferta era de animais, tais como boi, ovelha, cabra ou mesmo animais de pequeno porte, como pombinhos ou rolinhas. A vítima era queimada no altar, e tratava-se de uma oferta voluntária, sendo o animal imolado fora da tenda, o derramamento do seu sangue representava a expiação dos pecados. O animal deveria ser sem defeito, ao escolher a oferta, o pecador reconhecia sua necessidade de expiação, e sabia que não poderia apresentar a Deus qualquer tipo de sacrifício. Quando as Escrituras afirmam que essa oferta subia às narinas de Deus, recorre a uma figura de linguagem, denominada de antropomorfismo, ou seja, a utilização de uma expressão humana, para se referir a Deus.

2. OFERTA DE MANJARES
As ofertas de manjares representava a gratidão que os israelitas demonstravam a Deus, por saber que Ele havia provido o alimento necessário para a vida deles. Essas ofertas eram de grãos novos e macios, colhidos na primeira colheita. Os principais elementos dessa oferta eram a farinha fina misturada com azeite. Esse tipo de oferta nos lembra da provisão de Deus para as nossas vidas. O próprio Jesus é o pão que desceu do céu. Ele nasceu em Belém, que em hebraico quer dizer “casa de pão”. Ele é nosso alimento espiritual, aquele que se alimenta de Cristo tem a vida eterna. A celebração da Ceia, quando nos apropriamos do pão e do cálice, é um memorial do Seu sacrifício, através de uma Nova Aliança, por meio da qual temos a certeza de sermos aceitos por Deus.

3. OFERTA PACÍFICA
A propiciação pelo pecado era uma exigência da Lei, sendo um presente oferecido a Deus, que apontava para Cristo. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1.19). Através do Seu sangue derramado na cruz do calvário, fomos reconciliados com o Pai, que nos dá a Sua paz (Is. 9.6). O pecado é o mal que distancia o homem do Seu Criador, fazendo-se necessário que haja uma reconciliação. Jesus se fez pecado por nós, dando-nos a oportunidade de ter livre acesso ao Pai (I Pe. 2.24). No Iom Kippur, os judeus celebravam a expiação como um momento de pacificação entre Deus e os homens. Quando Jesus declarou: Está consumado (Jo. 19.30), um novo tempo espiritual foi inaugurado, a partir do qual podemos ser considerados filhos de Deus e novas criaturas.

CONCLUSÃO
O sacrifício de animais se tornou desnecessário porque Cristo ofereceu de uma vez por todas Seu próprio corpo em propiciação pelos nossos pecados. Por esse motivo, devemos oferecer nossos corpos como sacrifício agradável a Deus, não podemos mais nos conformar com este mundo, antes experimentar a vontade de Deus, que sempre nos é favorável, e para nossos próprio bem (Rm. 12.1,2).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

30 de maio de 2019

Lição 09


A ARCA DA ALIANÇA
Texto Áureo: Ex. 26.33 Leitura Bíblica: Ex. 25.10-22

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos um dos móveis mais importantes dentro do Tabernáculo: a Arca da Aliança. Inicialmente, descreveremos esse artefato, em seguida, apresentaremos os elementos que estavam dentro dela; e por fim, ressaltaremos que essa Arca simboliza Cristo, por meio de quem temos os tesouros da sabedoria divina, e mais que isso, a presença do próprio Deus em nosso meio.

1. A ARCA DA ALIANÇA
A Arca da Aliança se encontrava dentro do Lugar Santíssimo ou Santo dos Santos. Esse objeto tinha vários nomes: Arca de Deus, Arca do Senhor, Arca da Aliança e Arca do Testemunho (I Sm. 4.11; Is. 3.13; Nm. 14.44; Nm. 7.89). Era feita de madeira de cetim ou de acácia, tendo um revestimento de ouro, com uma forma retangular, de aproximadamente 1,25 metros de largura e 75 centímetros de largura e 75 centímetros de altura. A Arca tinha uma tampa, também denominada de propiciatório, adornada com a figura de dois querubins, que tinham as asas abertas, voltadas para o centro da Arca. Os querubins são anjos de uma categoria especial, pois esses são descritos no texto bíblico associados à adoração a Deus. Esses seres não podem ser adorados, pois são espíritos ministradores, que protegem o trono de Deus.

2. OS ELEMENTOS DA ARCA
Dentro da Arca, estavam as Tábuas da Lei (Ex. 25.16,21; Dt. 10.1-5), representando a revelação divina, considerando que ao povo de Israel foram entregues os oráculos divinos; também continha um vaso com o maná do deserto (Ex. 16.33-35), fazendo o povo lembrar que o Senhor providenciou o alimento necessário para que esse fosse suprido ao longo da jornada; e por fim, a vara de Arão que floresceu, como demonstração da autoridade divina sobre sua família, a fim de atuar no sacerdócio. Esses elementos, que se encontravam dentro da Arca, simbolizam o cuidado divino em relação ao Seu povo. Israel teve o privilégio, mas também a responsabilidade, de testemunhar às nações, a respeito da soberania divina, e do amor e paz - hesed veshalom, tarefa que nem sempre foi realizada a contento.

3. CRISTO, NOSSA ARCA
A fim de tornar manifesto Seu amor às nações, Deus enviou Seu Filho Jesus Cristo (Jo. 3.16), que não era apenas um homem, mas o próprio Deus, pois nEle habitava toda a plenitude da divindade (Cl. 2.9). Na verdade, Jesus é a Arca por meio da qual podemos ver a glória – shekinah – divina. Ele é a própria revelação divina, Deus falou de muitas maneiras, mas nesses últimos dias se revelou no Filho (Hb. 1.1,2). Ele é o próprio Pão Vivo que desceu do céu, nEle encontramos alimento para nossas almas (Jo. 6.35), quem come desse Pão, tem a vida eterna. Além disso, Cristo é a Verdadeira Autoridade, que se fundamenta no amor e no serviço (Jo. 13.1-15), pois tudo coopera para o propósito divino (Rm. 8.28-30).

CONCLUSÃO
Certa feita um dos discípulos pediu a Jesus: “mostra-nos o Pai”. A resposta do Mestre foi enfática: “eu estou no Pai, e o Pai está em mim, quem vê a mim vê ao Pai” (Jo. 14.6-14). Em Cristo, temos acesso à glória – doxa – divina. A Arca da Aliança, como todos os outros móveis do Tabernáculo, serviram apenas como sombras, a realidade presente é o próprio Cristo, em quem confiamos (Cl. 2.16-19).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

26 de maio de 2019

Lição 08


O LUGAR SANTÍSSIMO
Texto Áureo: Hb. 9.3 Leitura Bíblica: Ex. 26.31-35-Hb. 9.1-5; Mt. 27.51

INTRODUÇÃO
Nesta aula, estudaremos a respeito do Lugar Santíssimo, também denominado de Santo dos Santos, trata-se um dos lugares mais especiais do antigo santuário, pois nele era manifestada a shekinah divina. Inicialmente, descreveremos o Lugar Santíssimo, em seguida, faremos as devidas aplicações, ressaltando, ao final, que graças a Cristo, podemos ter acesso à presença de Deus.

1. O LUGAR SANTÍSSIMO
Esse lugar era retangular, de forma cúbica, e media dez côvados de altura, dez de largura e dez de cumprimento. Um côvado equivalia a aproximadamente 45 centímetros. Esse lugar era menor que o Lugar Santo, nesse tinha: o candelabro, a mesa dos pães e o incensário. Enquanto que o Lugar Santíssimo tinha apenas a Arca da Aliança. O Santíssimo representava a presença de Deus, pois era naquele lugar que Deus manifestava a sua glória, por ocasião do dia da expiação – iom kypur. Apenas o Sumo-sacerdote, e tão somente nesse dia específico, poderia adentrar aos Santos dos Santos. As pessoas podiam ver a arca, e até mesmo o Tabernáculo ser montado e desmontado, pois se tratava de um santuário móvel, mas era nesse dia que a glória de Deus se manifestava, Sua presença era vista pelo Sumo-sacerdote, como demonstração que o sacrifício havia sido aceito, e os pecados do povo perdoados.

2. OS VÉUS: INTERIOR E EXTERIOR
Há muita especulação em relação a esses véus, e uma lenda sobre uma suposta corda que era atada ao sacerdote, para esse ser retirado do Lugar Santíssimo, caso estivesse em pecado. Mas essa crença não tem respaldo bíblico, pois o Sumo-Sacerdote não adentrava àquele lugar pelos seus méritos, antes por causa do sacrifício que já apontava para o sangue do Cordeiro Eterno, que seria imolado pelos pecados da humanidade (Ef. 2.8,9; Hb. 10.19,20). Havia um véu exterior, que dava acesso ao Lugar Santo, e o véu interior, que dava acesso ao Lugar Santíssimo. Esse véu proibia que qualquer outra pessoa, além dos sacerdotes, pudesse entrar àqueles lugares, depois que a tenda estivesse edificada. Naquele lugar, mesmo rústico e simples, Deus se fazia presente, de igual modo, Cristo, como homem-deus, desprovido da Sua glória, se fez carne e habitou no meio de mós (Jo. 1.1,14).

3. ACESSO IRRESTRITO
O acesso ao Lugar Santíssimo era restrito ao Sumo-sacerdote, mas o véu do templo foi rasgado (Mt. 27.50-53), por ocasião da morte de Jesus. Esse véu, ainda que tivesse sido construído sob orientação divina, representava também o controle religioso, que fazia parte do ritual israelita, e que seria desfeito na Nova Aliança. Esse é justamente o significado dessa condição espiritual, que foi retratada pelo autor da Epístola aos Hebreus. Não podemos mais retornar aos modelos antigos de religiosidade, abandonar o evangelho de Jesus Cristo, em prol de um sistema ultrapassado, é levar o Senhor novamente ao vitupério. Por causa dele, todos podem ter acesso ao Lugar Santo, serem iluminados pela Sua luz, se alimentarem dos pães da proposição e orarem ao Senhor.

CONCLUSÃO
Por causa do sacrifício de Cristo (Mt. 27.51), agora temos pleno acesso à presença de Deus, podemos desfrutar da shekinah divina, não apenas no dia do iom kypur. O culto, nessa nova condição espiritual, é de outra natureza, é um culto em espírito e em verdade (Jo. 4.24,25). Não mais para oferecer sacrifícios de animais, mas por meio do próprio corpo, que deve ser apresentado vivo e agradável a Deus (Rm. 12.1,2). Temos comunhão uns com os outros, as barreiras da separação foram desfeitas.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

18 de maio de 2019

Lição 07


O LUGAR SANTO
Texto Áureo: Hb. 9.2 – Leitura Bíblica: Ex. 25.23-31-26.31-37; 30.1-8

INTRODUÇÃO
Na medida em que estudamos a respeito do Tabernáculo, adentramos aos lugares mais especiais, o Lugar Santo é um deles. Na lição de hoje, estudaremos a respeito desse lugar no culto, em seguida, faremos as devidas aplicações, destacando que hoje, por causa do sacrifício de Cristo, podemos ter acesso a esse lugar espiritual, e desfrutar da presença de Deus, que será mais intensa quando chegamos ao Lugar Santíssimo.

1. O LUGAR SANTO
Esse lugar está relacionado ao culto, depois do sacrifício no altar dos holocaustos, o povo se restringia a esse espaço, apenas os sacerdotes podiam ir além desse local. Os sacerdotes ministravam no Lugar Santo, a razão era o sangue dos animais, que possibilitava tal acesso, pois apontava para o sacrifício superior, o de Cristo realizado na cruz do calvário (Hb. 9.11-21). Os móveis daquele Lugar eram: o castiçal de ouro, a mesa com os pães da proposição e o altar do incenso. Cada um desses utensílios tinham uma razão de ser: o castiçal de ouro – além de iluminar o ambiente escuro, por causa das cortinas, representa o próprio Cristo, que é luz do mundo (Jo. 8.12), e aponta para a vida da igreja, que também deve ser luz no mundo (Fp. 2.15,16); Mesa dos Pães da Proposição – os pães  dispostos naquele ambiente serviam para a alimentação dos sacerdotes, na analogia bíblica, Cristo é o Pão que desceu do céu (Jo. 6.35-38), que nasceu em Belém, a própria “casa de pão”; o Altar do Incenso – trazia cheiro suave (Lv. 16.12), e tem a ver com as orações dos crentes, que devem ser direcionadas a Deus, não apenas para pedir, mas também para adorá-LO (Ap. 5.8; 8.3).

2. OS VÉUS DO LUGAR SANTO
Esse ambiente era separado por véus, que controlavam os acessos aos espaços, tanto ao Lugar Santo quanto ao Lugar Santíssimo. O Primeiro Véu (Ex. 26.36), ficava na entrada do Lugar Santo, feito com linho torcido. O Segundo Véu era um espaço exclusivo para o Sumo-Sacerdote, o significado mais importante é o de acesso restrito. Cristo, por causa do Seu sacrifício, e também sacerdócio, pode entrar tanto no Lugar Santo quanto no Lugar Santíssimo. Quando Cristo morreu, o véu do templo se rasgou de alto a baixo, demonstrando que fora um ato do próprio Deus. E por causa dessa nova condição, temos acesso à presença de Deus (Hb. 9.6,7), podemos exercer o sacerdócio universal dos crentes (I Jo. 1.3,7), pelo vivo caminho que Cristo nos consagrou. A religião tem uma tendência de colocar empecilhos, para que as pessoas não tenham acesso direto à presença de Deus, mas graças a Cristo podemos desfrutar de uma condição especial, e desfrutar da presença de Deus.

3. UM VÉU RASGADO
O véu do templo foi rasgado (Mt. 27.50-53), por ocasião da morte de Jesus. Esse véu, ainda que tivesse sido construído sob orientação divina, representava também o controle religioso, que fazia parte do ritual israelita, e que seria desfeito na Nova Aliança. Esse é justamente o significado dessa condição espiritual, que foi retratada pelo autor da Epístola aos Hebreus. Não podemos mais retornar aos modelos antigos de religiosidade, abandonar o evangelho de Jesus Cristo, em prol de um sistema ultrapassado, é levar o Senhor novamente ao vitupério. A religião coloca barreiras, ele impede inclusive que as pessoas possam viver em unidade. A hierarquia religiosa impõe padrões e controles, que foram desconstruídos em Cristo. Por causa dele, todos podem ter acesso ao Lugar Santo, serem iluminados pela Sua luz, se alimentarem dos pães da proposição e orarem ao Senhor.

CONCLUSÃO
Temos pleno acesso ao trono da graça de Deus, podemos adorá-Lo na beleza da Sua santidade. O culto, nessa nova condição espiritual, é de outra natureza, é um culto em espírito e em verdade (Jo. 4.24,25). Não mais para oferecer sacrifícios de animais, mas por meio do próprio corpo, que deve ser apresentado vivo e agradável a Deus (Rm. 12.1,2). Temos comunhão uns com os outros, os véus da segregação foram desfeitos, de modo que todos: homens, mulheres e crianças, independentemente da etnia ou condição econômica.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

9 de maio de 2019

LIção 06


AS CORTINAS DO TABERNÁCULO
Texto Áureo: I Co. 10.11 – Leitura Bíblica: Ex. 26.1-14

INTRODUÇÃO
Adentrando ao Tabernáculo, nos deparamos com um cortinado, confeccionado com múltiplas cores. É justamente sobre essas cortinas que estudaremos na aula de hoje. Inicialmente, destacaremos sua composição, em seguida, nos voltaremos para seu significado, fazendo aplicações em relação às cores. Ao final, lembraremos que a multiforme graça de Deus opera na igreja, através do Espírito Santo, como lhe apraz, com dons espirituais e ministeriais.

1. AS CORTINAS
O Tabernáculo era coberto com cortinas, sendo uma cobertura interior e a outra exterior. Essa cobertura era feita de peles de animais marinhos, sustentada por vigas de madeira de acácia, forrada com ouro. As cortinas internas eram feitas de peles de carneiro, bem como de peles de cabras brancas, havia ainda uma cortina que podia somente ser vista do lado de dentro, feita de linho branco e fino, com bordados das figuras de querubins. As cores desse cortinado era púrpura, escarlate e azul. Essas cortinas, além de seu efeito estético, tinha também a função de separar, de controlar o acesso. Nem todos podiam adentrar a determinadas partes daquele santuário, contemplá-lo da parte de dentro era uma prerrogativa do ofício sacerdotal. Essa cortina fazia separação entre o pecador e a santidade de Deus. Apenas o sumo-sacerdote, uma vez por ano, poderia adentrar ao Santo dos Santos. As cortinas impediam o acesso as partes mais singelas do Tabernáculo.

2. CORES E SIGNIFICADOS
Existe uma ciência da linguagem que estuda as cores, trata-se da semiótica ou semiologia. Os estudiosos dessas áreas investigam os significados que determinadas cores têm nas culturas. A cor vermelha, por exemplo, pode ser relacionada a uma ideologia, mas isso depende do contexto sociocultural. Nas Escrituras também encontramos diferentes cores, algumas delas têm significado especial, se considerarmos o contexto, e o próprio sentido atribuído pelo texto bíblico. As cores das cortinas do Tabernáculo carregam significados, que podem ser lembrados ao longo desse estudo: o azul lembra a cor do céu, ressaltando a provisão divina, que vem de cima. O próprio Cristo, que veio do céu, e habitou no meio de nós (Jo. 1;14). A cor púrpura tem a ver com realeza, o Senhor Jesus Cristo deve ser lembrado como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). A cor escarlate projeta o sangue, tanto o daqueles animais, quanto o do próprio Cristo, derramado pelos pecadores (Ap. 19.13)

3. A MULTIFORTE GRAÇA DE DEUS
As diferentes cores do Tabernáculo lembram a multiforme graça de Deus (I Pe. 4.10). A graça é o favor imerecido de Deus aos pecadores, ninguém é salvo pelo que faz ou deixa de fazer (Ef. 2.8), pois todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus (Rm. 3.23), mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por intermédio de Cristo Jesus (Rm. 6.28). Há uma tendência das pessoas quererem padronizar a forma de Deus agir na igreja, é bem verdade que Jesus é o Único Caminho e Salvador (Jo. 16.4; At. 4.12; I Tm. 2.3-6), mas o Espírito Santo atua na igreja com muitos dons, de acordo com Sua soberana vontade (I Co. 12.6). Existem muitas “cores” na igreja, e Deus usa as pessoas de maneira diferente, respeitando suas individualidades, a fim de cumprir Seus desígnios. É humano querer padronizar todos, e querer que as pessoas sejam iguais na igreja. Precisamos aprender a lidar com a diferença, desde que mantenhamos unidade no essencial.

CONCLUSÃO
O Tabernáculo de Deus é a Igreja do Deus Vivo, e Ele atua pelo Seu Espírito, a fim de conduzir a Noiva para o encontro triunfal com o Noivo. Quando Cristo morreu na cruz do calvário, o véu se rompeu de alto a baixo (Mt. 27.51-53). Quando Ele subiu, entregou dons aos homens e as mulheres, esses não devem ser confundidos com cargos, mas com a multiforme graça de Deus, para a edificação do Seu corpo (I Co. 12; Ef. 4.11).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

1 de maio de 2019

Lição 05


A PIA DE BRONZE: LUGAR DE PURIFICAÇÃO
Texto Áureo: Jo. 15.3 – Leitura Bíblica: Ex. 30.18-21

INTRODUÇÃO
A Pia de Bronze, um dos instrumentos do Tabernáculo, tem a ver com a purificação. Nesta lição, estudaremos a respeito desse utensílio, destacando seu uso, em seguida, mostraremos que o sangue de Jesus tem o poder de nos purificar de todo pecado. Ao final, refletiremos a respeito da importância da santificação, a fim de que possamos agradar a Deus, e adentrar ao Lugar Santíssimo.

1. A PIA DE BRONZE
A Pia de Bronze, conforme ordenado a Moisés, deveria servir ao ato da purificação (Ex. 30.18,19). Os sacerdotes, após oferecerem sacrifício, deveria se lavar. O termo hebraico é kyyor, que significa “lugar para se lavar”. Tratava-se de uma bacia redonda, de bronze polido, continha água limpa, na qual o sacerdote lavava as mãos e os pés (Ex. 30.19). Essa pia foi feita dos espelhos de bronze das mulhers (Ex. 38.8), é o único utensílio cujo tamanho ou dimensões não foram especificados. Mais tarde, quando o Templo foi construído, algumas medidas foram dadas (I Rs. 7.23). Em relação ao seu uso, está escrito, em Ex. 30.21, a relevância do ritual de purificação sacerdotal, pois esses não poderiam adentrar a presença do Senhor, sem antes se lavaram: “E Arão e seus filhos nela lavarão as suas mãos e os seus pés. Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram” (Ex. 30.19,20).

2. JESUS, EM QUEM SOMOS PURIFICADOS
Jesus é nosso Advogado – parakletos – a propiciação pelos nossos pecados (I Jo. 2.1). Isso porque Deus é gracioso e não deseja estar distanciado de nós por causa do pecado. Essa propiciação não deve servir de motivo para uma vida de pecado (Rm. 6.1). Muito pelo contrário, por causa do amor de Deus, devemos viver em santidade (I Jo. 2.1). O habito pecaminoso não mais pode fazer parte da prática cristã. Ainda que se reconheça a possibilidade do crente cometer algum pecado eventual. Quando isso vier a acontecer, devemos confessar o pecado. A contrição por causa do pecado cometido nos dirige a Cristo, o Justo que cobre, neutraliza, expia, aplaca e anula a culpa do pecado. Ele é o remédio que cura a contaminação e o mal que o pecado nos causa. Esse ensinamento bíblico expressa o sistema sacrifical do Antigo Testamento (Lv. 16.30; Hb. 9.22). Neste tempo, por meio dEle, somos purificados, lavados pela Palavra que nos tem falado (Jo. 15.3).

3. VIDA EM SANTIFICAÇÃO
É preciso destacar que jamais atingiremos nesta condição terrena um estágio que não nos permita pecar, mesmo assim, podemos receber capacidade para evitar o pecado. Para tanto, não somente precisamos da contínua purificação pelo sangue (I Jo. 1.7), dependemos desse para sermos santificados, aguardando o dia da glorificação. Por isso, precisamos ser realistas, e atentar para o que está escrito em I Jo. 1.10: “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que não podemos viver na prática contínua do pecado (I Jo. 3.8-10). Isso porque a rejeição persistente à voz do Espírito Santo poderá levar à rebelião e à perda definitiva da salvação, melhor dizendo, à apostasia (Gl. 5.21; Hb. 6 e 10). Devemos levar em conta a recomendação de Paulo: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”. Diante dos fracassos ao longo do caminho, não devemos nos sentir derrotados, pois temos um Advogado junto ao Pai, um Amigo, Jesus Cristo (I Jo. 1.7).

CONCLUSÃO
As Escrituras põem a santificação como condição para se ver a Deus (Hb. 12.14). Mas essa, conforme exigida em I Pe. 1.15,16, somente poderá ser efetivada pelo Espírito Santo, que produz em nós e conosco, o Seu fruto (Rm. 6.1-11,13; 8.1,2,13; Gl. 2.20; Fp. 2.12,13; I Pe. 1.5). Assim, é por meio da Palavra de Deus, a confiança no sacrifício de Jesus, e o poder do Espírito Santo, que somos purificados.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.