8 de abril de 2017

Lição 02

ABEL, EXEMPLO DE CARÁTER QUE AGRADA A DEUS
Texto Áureo: Hb. 11.4 – Leitura Bíblica em Classe: Gn. 4.8-16



INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito do exemplo de Abel, um homem que decidiu adorar a Deus, e entregar a Ele suas o melhor da sua oferta. Aprenderemos que esse foi um verdadeiro adorador. Contudo, seu relacionamento com Deus provocou a inveja do seu irmão Caim, que o matou. Ao final, destacaremos que Abel é um modelo de todo para todo aquele que deseja agradar a Deus, e adorá-Lo em espírito e em verdade.

1. ABEL, UM ADORADOR
Abel era filho de Adão e Eva, sendo o segundo filho desse casal, cujo irmão mais velho era Caim. O significado do seu nome em hebraico havel é ‘fôlego’, ‘vapor’ ou ‘nada’. O autor da Epístola aos hebreus dá testemunho que ainda jovem Abel foi chamado de justo (Hb. 11.4), e mais que isso, por causa da sua morte, o seu sangue ainda fala. É digno de destaque que, com base em Gn. 4.2, atestamos que Abel foi o primeiro homem a morrer fisicamente. Nesse capítulo está escrito que Caim, seu irmão mais velho, ofereceu a Deus os frutos da terra, eqnaunto Abel teria oferecido uma ovelha. Deus se agradou do sacrifício de Abel, não apenas por se tratar da oferta de um animal, mas porque esse o entregou com dedicação ao Senhor. Mas o Senhor rejeitou o sacrifício de Caim, pois esse não a entregou com um coração sincero. Por causa da rejeição do seu sacrifício por Deus, Caim cometeu um crime, assassinando seu irmão Abel. A oferta de Caim eram frutos da terra, mas a rejeição de Deus da sua oferta modificou o seu semblante. Ele ficou tomado pela inveja de seu irmão, totalmente possuído por ciúme.  Abel e um exemplo de verdadeiro adorador, alguém que se desapaga dos seus bens, em favor do reino de Deus. Sua adoração é desinteressada, ele não desejava apenas obter benefícios do Senhor. Os crentes da geração atual precisam aprender com a adoração de Abel, e se entregarem com devoção ao Senhor, colocando aos seus pés suas próprias vidas, como sacrifício santo e agradável.

3. ABEL, UM INJUSTIÇADO
Abel foi injustiçado ao ser morto por seu irmão Caim, Deus permitiu que isso viesse a acontecer, mas não aprovou o ato do criminoso. Existem muitas mazelas que acontecem na sociedade, inclusive crimes que não são da vontade diretiva de Deus, Ele apenas os permite. A violência está se dissipando na contemporaneidade, o ser humano está cada vez mais embrutecido. Pior ainda, por causa da banalização da vida, estamos perdendo o senso de justiça, e nos acostumando com as atrocidades. Existem muitas pessoas de bem que cujas vidas estão sendo ceifadas prematuramente. Por causa da ganância, muitas pessoas estão sendo vítimas de assassinatos, a busca por bens materiais está pondo em risco o que há de mais valioso na terra: a vida humana. A injustiça da qual Abel foi vítima clama como exemplo para que venhamos a nos indignar com o descaso em relação à vida. As autoridades devem ser mais energéticas quando se trata da criminalidade, sobretudo quando esses são realizados de modo hediondo. Existe uma cultura da mortandade, os filmes e os jogos eletrônicos incitam essa prática, a começar pelos jovens que se acostumaram com essa prática. A impunidade faz com que as pessoas achem normal tirar a vida de quem quer que seja, pelos motivos mais banais e torpes. O sangue de Abel clama por justiça, a morte de muitos outros também, vida que são ceifadas na calada da noite, pais que trabalham para levar o pão para seus filhos.

3. ABEL, UM HOMEM QUE AGRADA A DEUS
Abel é o exemplo de um homem que agrada a Deus, pois sua oferta foi oferecida de todo coração. O problema não estava na oferta de Caim, no material que foi posto no altar, mas na atitude com a qual a depositou. O autor da Epístola aos Hebreus afirma que “pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim” (Hb. 11.4). O próprio Jesus deu testemunho da fé de Abel (Mt. 23.35), considerando-o “justo”. É digno de destaque que a oferta desse adorador também tinha uma dimensão profética, pois apontava para o sacrifício do “Cordeito de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo. 1.29). A adoração de Abel nos deixa um exemplo a respeito de como devemos nos aproximar de Deus. Devemos fazê-lo com humildade, reconhecendo a grandeza do Senhor, e que Ele é digno do melhor. Paulo, ao escrever aos romanos, destaca que devemos apresentar nossos corpos, como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor (Rm. 12.1,2). Existem muitos cristãos que não aprenderam o caminho para a verdadeira adoração, não devemos oferecer ao Senhor apenas os nossos pertences, precisamos dedicar-lhe nossas vidas. Ao fazer assim, estaremos demonstrando que nossas posses são apenas coisas que estão fora de nós mesmos, e que expressam o que há de mais valioso: a vida que o Senhor nos deu. Por isso, devemos, como ensinou Jesus a samaritana, adorar a Deus em espírito e em verdade, reconhecendo que Ele é nosso Provedor, e nada que venhamos a oferecer partiu de nós mesmos, mas dEle que antes decidiu nos dar (Jo. 4.24).

CONCLUSÃO 
Se quisermos agradar a Deus, assim como fez Abel, precisamos ser os adoradores verdadeiros, em conformidade com o ensinamento de Jesus (Jo. 4.24). Não podemos fazer restrições em relação ao que ofereceremos ao Senhor, Ele espera que nos entreguemos totalmente: corpo, alma e espírito (I Ts. 5.23), a entrega de nossos bens: dízimos e ofertas, é apenas uma demonstração de algo maior que aconteceu conosco, o reconhecimento da graça, o favor imerecido de Deus.

BIBLIOGRAFIA 
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
WILLIAMS, R.  Adoração: um tesouro a ser explorado. Venda Nova: Betânia, 2013.