30 de abril de 2017

Lição 05

JACÓ, UM EXEMPLO DE UM CARÁTER RESTAURADO
                  Texto Áureo  Rm. 9.13  – Leitura Bíblica  Gn. Gn. 25.28-34 32.24-27



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito do caráter de Jacó, veremos que esse se tornou um príncipe de Deus, ainda que antes tenha sido um suplantador. A mudança no caráter de Jacó, conforme estudaremos na lição de hoje, somente se tornou possível porque esse teve um encontro com Deus. Quando nos deparamos diante dAquele que transforma vidas, nosso caráter é transformado. Destacaremos esses três momentos na vida de Jacó: o suplantador, o lutador e o príncipe de Deus.

1. JACO, O SUPLANTADOR
Jacó, cujo nome hebraico é Yakoov, significa “Deus protege”, foi um dos principais patriarcas da história de Israel. Ele faz parte da linhagem oficial dos patriarcas, sendo o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Ele era gêmeo com seu irmão mais velho Esaú, os dois digladiavam ainda no ventre da mãe (Gn. 25.22). Por ter nascido depois, e ter segurado no calcanhar do irmão ao sair, ficou reconhecido como “o suplantador”. A família de Isaque, como a maioria daquelas que conhecemos, era bastante problemática. Um pai que tinha favoritismo pelo filho mais velho, e uma mãe que tinha predileção pelo filho mais novo. Esaú, talvez pelo seu temperamento aguerrido, e voltado para a vida selvagem, chamava mais a atenção de Isaque. Jacó, era mais caseiro, e estava mais próximo da mãe. Apesar desses percalços, essa família se tornou uma benção na linhagem da história de Israel. Aprendemos, a partir dessa lição, que Deus pode trabalhar nas famílias, apesar das suas imperfeições. Essa era uma família na qual predominava o engano, e essa, ao que tudo indica, era uma prática comum entre eles. Rebeca, Labão, e o próprio Jacó, demonstraram estar acostumados às atitudes enganadoras. Essa é uma cultura que predomina em algumas famílias e acaba sendo naturalizada. Rebeca, a mãe de Jacó, tratou de enganar o próprio marido, a fim de que seu filho Jacó recebesse a benção, e o direito da primogenitura (Gn. 27.1-11). Esaú ficou furioso, ainda que não tenha dado o devido valor a primogenitura, e quis se vingar do Seu irmão, e perseguiu a fim de mata-lo (Gn. 27.41). O engano de um caráter maldoso traz implicações, e resultados diretos ou indiretos, que mesmo que sejam perdoados, podem carregar marcas, até ao final da vida.

2. JACÓ, O ENCONTRO COM DEUS
Por orientação da sua mãe, Jacó decidiu habitar entre os seus familiares, para não ser morto por Esaú. A vida daquele patriarca se tornou bastante complicada, ele mesmo passou a duvidar que Deus tivesse alguma aliança com ele. Mas para sua surpresa, em uma noite bastante angustiante, enquanto usava uma pedra como travesseiro, recebeu do Senhor um sonho, no qual o Deus de Abraão renova sua aliança com Jacó. Ele vê uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus, e os anjos subiam e desciam por ela. Ele concluiu que Deus estava reiterando Sua promessa, e que a aliança do Senhor estava com ele (Gn. 28.13-15). Naquele lugar, que anteriormente se chamava Luz, Jacó erigiu um altar ao Senhor, e reconheceu que aquela era a porta dos céus, portanto deveria se chamar Betel. Aquela foi uma demonstração de que Deus continuava agindo com graça e misericórdia, e não havia abandonado ao seu servo. A eleição de Jacó tanto tem um caráter individual quanto coletivo. No entanto, não podemos concluir que Deus desprezou Esaú apenas por um capricho. A eleição e a predestinação divina é um ato soberano, mas que considera o interesse humano pelo perdão. Todos receberam de Deus uma porção de fé, a fim de aceitaram ou rejeitaram a salvação de Deus. A vontade de Deus é que todos tenham pleno acesso à salvação, mas faz-se necessário que as pessoas se arrependam dos seus pecados. A igreja, assim como aconteceu com Israel, está predestinada à salvação, mas é preciso que cada um se arrependa dos seus pecados, e aceitem o sacrifício de Jesus na cruz do calvário, pela fé (Ef. 2.8,9).

3. JACÓ, O PRÍNCIPE DE DEUS
Jacó teve um encontro pessoal com Deus no vau de Jaboque, o patriarca lutou com o anjo do Senhor, e ficou marcado para sempre. Depois daquela batalha, ele passou a se chamar Israel, e não mais Jacó. Ele deixou de ser um suplantador, e ficou reconhecido como o príncipe de Deus. Podemos comparar o caráter de Jacó nessas duas circunstâncias, antes e depois de ter tido um encontro com Deus. Antes ele era um oportunista, planejou de forma fria e calculista com iria se apropriar do direito de primogenitura do seu irmão. Esaú chegou bastante cansado, certamente depois de um dia sem êxito. Ele se aproximou, e de forma interesseira, abordou: “vende-me hoje a tua primogenitura” (Gn. 25.31). Esaú não deu a devida seriedade àquela condição, e talvez não acreditava que fosse perder aquele direito por um prato de lentilhas. Mas Jacó sabia o que estava fazendo, por isso foi bastante enfático: “Jura-me hoje” (Gn. 25.33). Esaú, por sua vez, não deu o devido interesse àquele direito (Hb. 12.16). Jacó perseguiu aquele direito, pois sabia que se tratava de algo valioso. Mas aquele pacto não teria qualquer efeito, se o próprio Deus não o tivesse endossado. O encontro de Jacó com Deus foi definitivo para que seu caráter fosse transformado. Ele se tornou mais agradecido, e se dispôs a adorar a Deus, dispondo-se, inclusive, a dar o dízimo de tudo (Gn. 28.20-22). Seu caráter se tornou mais resignado, ele passou a enfrentar os desafios com mais resistência, tendo sido enganado por Labão, seu sogro. Jacó trabalhou bastante, tanto pela sua esposa, quanto para manter seus filhos. Por fim, teve que reparar sua condição de desavença com seu irmão Esaú, e para isso foi preparado pelo Senhor (Gn. 32.7-12).

CONCLUSÃO
Jacó é um exemplo do que Deus pode fazer na vida de uma pessoa, que outrora tinha um caráter vergonhoso. Aquele que era oportunista, mentiroso, enganador, e que confiava apenas na sua esperteza, depois de ter sido encontrado por Deus, mudou radicalmente. Ele passou a se fundamentar na verdade, a ser mais paciente diante das adversidades, e o mais importante, a confiar em Deus em todas as circunstâncias da vida. Cada um de nós, como Jacó, precisamos ter um encontro com Deus, a fim de que nossas vidas sejam definitivamente modificadas.

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
WEIRSBE, W. W. Be Basic: Genesis. Colorado Springs: David C. Cook, 2010.