9 de maio de 2019

LIção 06


AS CORTINAS DO TABERNÁCULO
Texto Áureo: I Co. 10.11 – Leitura Bíblica: Ex. 26.1-14

INTRODUÇÃO
Adentrando ao Tabernáculo, nos deparamos com um cortinado, confeccionado com múltiplas cores. É justamente sobre essas cortinas que estudaremos na aula de hoje. Inicialmente, destacaremos sua composição, em seguida, nos voltaremos para seu significado, fazendo aplicações em relação às cores. Ao final, lembraremos que a multiforme graça de Deus opera na igreja, através do Espírito Santo, como lhe apraz, com dons espirituais e ministeriais.

1. AS CORTINAS
O Tabernáculo era coberto com cortinas, sendo uma cobertura interior e a outra exterior. Essa cobertura era feita de peles de animais marinhos, sustentada por vigas de madeira de acácia, forrada com ouro. As cortinas internas eram feitas de peles de carneiro, bem como de peles de cabras brancas, havia ainda uma cortina que podia somente ser vista do lado de dentro, feita de linho branco e fino, com bordados das figuras de querubins. As cores desse cortinado era púrpura, escarlate e azul. Essas cortinas, além de seu efeito estético, tinha também a função de separar, de controlar o acesso. Nem todos podiam adentrar a determinadas partes daquele santuário, contemplá-lo da parte de dentro era uma prerrogativa do ofício sacerdotal. Essa cortina fazia separação entre o pecador e a santidade de Deus. Apenas o sumo-sacerdote, uma vez por ano, poderia adentrar ao Santo dos Santos. As cortinas impediam o acesso as partes mais singelas do Tabernáculo.

2. CORES E SIGNIFICADOS
Existe uma ciência da linguagem que estuda as cores, trata-se da semiótica ou semiologia. Os estudiosos dessas áreas investigam os significados que determinadas cores têm nas culturas. A cor vermelha, por exemplo, pode ser relacionada a uma ideologia, mas isso depende do contexto sociocultural. Nas Escrituras também encontramos diferentes cores, algumas delas têm significado especial, se considerarmos o contexto, e o próprio sentido atribuído pelo texto bíblico. As cores das cortinas do Tabernáculo carregam significados, que podem ser lembrados ao longo desse estudo: o azul lembra a cor do céu, ressaltando a provisão divina, que vem de cima. O próprio Cristo, que veio do céu, e habitou no meio de nós (Jo. 1;14). A cor púrpura tem a ver com realeza, o Senhor Jesus Cristo deve ser lembrado como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). A cor escarlate projeta o sangue, tanto o daqueles animais, quanto o do próprio Cristo, derramado pelos pecadores (Ap. 19.13)

3. A MULTIFORTE GRAÇA DE DEUS
As diferentes cores do Tabernáculo lembram a multiforme graça de Deus (I Pe. 4.10). A graça é o favor imerecido de Deus aos pecadores, ninguém é salvo pelo que faz ou deixa de fazer (Ef. 2.8), pois todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus (Rm. 3.23), mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por intermédio de Cristo Jesus (Rm. 6.28). Há uma tendência das pessoas quererem padronizar a forma de Deus agir na igreja, é bem verdade que Jesus é o Único Caminho e Salvador (Jo. 16.4; At. 4.12; I Tm. 2.3-6), mas o Espírito Santo atua na igreja com muitos dons, de acordo com Sua soberana vontade (I Co. 12.6). Existem muitas “cores” na igreja, e Deus usa as pessoas de maneira diferente, respeitando suas individualidades, a fim de cumprir Seus desígnios. É humano querer padronizar todos, e querer que as pessoas sejam iguais na igreja. Precisamos aprender a lidar com a diferença, desde que mantenhamos unidade no essencial.

CONCLUSÃO
O Tabernáculo de Deus é a Igreja do Deus Vivo, e Ele atua pelo Seu Espírito, a fim de conduzir a Noiva para o encontro triunfal com o Noivo. Quando Cristo morreu na cruz do calvário, o véu se rompeu de alto a baixo (Mt. 27.51-53). Quando Ele subiu, entregou dons aos homens e as mulheres, esses não devem ser confundidos com cargos, mas com a multiforme graça de Deus, para a edificação do Seu corpo (I Co. 12; Ef. 4.11).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.