10 de junho de 2019

Lição 10


O SISTEMA DE SACRIFÍCIOS
Texto Áureo: Rm. 3.25 - Leitura Bíblica: Lv. 1.1—3; 2.1-3; 3.1,2

INTRODUÇÃO
Nessa lição, estudaremos a respeito do sistema de sacrifícios da religião judaica. Destacaremos, inicialmente, os tipos de ofertas: holocausto e as ofertas de manjares, bem como as ofertas pacíficas. Ao final, mostraremos que essas ofertas têm especial significado para os cristãos nos dias atuais, e fazem lembrar a importância de oferecermos nossos corpos, como sacrifício agradável a Deus, sendo esse nosso culto racional.

1. O HOLOCAUSTO
A palavra holocausto em hebraico é Olah e significa “ascender ou fazer subir”. Isso porque esse subia como “cheiro suave” às narinas de Deus. Essa oferta era de animais, tais como boi, ovelha, cabra ou mesmo animais de pequeno porte, como pombinhos ou rolinhas. A vítima era queimada no altar, e tratava-se de uma oferta voluntária, sendo o animal imolado fora da tenda, o derramamento do seu sangue representava a expiação dos pecados. O animal deveria ser sem defeito, ao escolher a oferta, o pecador reconhecia sua necessidade de expiação, e sabia que não poderia apresentar a Deus qualquer tipo de sacrifício. Quando as Escrituras afirmam que essa oferta subia às narinas de Deus, recorre a uma figura de linguagem, denominada de antropomorfismo, ou seja, a utilização de uma expressão humana, para se referir a Deus.

2. OFERTA DE MANJARES
As ofertas de manjares representava a gratidão que os israelitas demonstravam a Deus, por saber que Ele havia provido o alimento necessário para a vida deles. Essas ofertas eram de grãos novos e macios, colhidos na primeira colheita. Os principais elementos dessa oferta eram a farinha fina misturada com azeite. Esse tipo de oferta nos lembra da provisão de Deus para as nossas vidas. O próprio Jesus é o pão que desceu do céu. Ele nasceu em Belém, que em hebraico quer dizer “casa de pão”. Ele é nosso alimento espiritual, aquele que se alimenta de Cristo tem a vida eterna. A celebração da Ceia, quando nos apropriamos do pão e do cálice, é um memorial do Seu sacrifício, através de uma Nova Aliança, por meio da qual temos a certeza de sermos aceitos por Deus.

3. OFERTA PACÍFICA
A propiciação pelo pecado era uma exigência da Lei, sendo um presente oferecido a Deus, que apontava para Cristo. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1.19). Através do Seu sangue derramado na cruz do calvário, fomos reconciliados com o Pai, que nos dá a Sua paz (Is. 9.6). O pecado é o mal que distancia o homem do Seu Criador, fazendo-se necessário que haja uma reconciliação. Jesus se fez pecado por nós, dando-nos a oportunidade de ter livre acesso ao Pai (I Pe. 2.24). No Iom Kippur, os judeus celebravam a expiação como um momento de pacificação entre Deus e os homens. Quando Jesus declarou: Está consumado (Jo. 19.30), um novo tempo espiritual foi inaugurado, a partir do qual podemos ser considerados filhos de Deus e novas criaturas.

CONCLUSÃO
O sacrifício de animais se tornou desnecessário porque Cristo ofereceu de uma vez por todas Seu próprio corpo em propiciação pelos nossos pecados. Por esse motivo, devemos oferecer nossos corpos como sacrifício agradável a Deus, não podemos mais nos conformar com este mundo, antes experimentar a vontade de Deus, que sempre nos é favorável, e para nossos próprio bem (Rm. 12.1,2).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, H. The Tabernacle of Moses. Bloomigton: Thomas Nelson, 2014.
SPRECHER, A. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.